segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Fantasma do Natal passado

Ouves a chuva?
Está tudo tão calmo lá fora

Shhh, respira..
cada luta leva o seu tempo
amanha terás a tua
hoje, ouve a chuva.

A harmonia da gota de água
perseguida pelo vento,
em tudo se torna mágica
se o que sentires vier de dentro.

Sei que os trovões assustam,
mas não tenhas medo
São a percussão de uma vida,
uma batalha por ganhar,
um novo modo de ver
o que ainda tens para dar.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

make a move

A verdade é que não a sei
hoje o tempo
amanha acordei

quero respostas
quero uma certeza
fora desta pobreza
de pura cobardia

cobardia de ser quem sou
cobardia de fugir de quem podia ser
cobardia de observar
sem renegar
cada dia que passa

sento-me na margem
nao tenho colete salva-vida
acobardo-me nas ondas
fujo da neblina

sentei-me na margem e fiquei,
afoguei-me à beira-rio.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Chuva

Digam o que disserem, o Inverno é bom para ficar no sofá, num domingo à tarde, com quantidades de comida industriais e a ver filmes que já deram 23944 vezes na televisão. A cada manhã penso que o meu humor não podia estar mais sintonizado com o clima. Chego ao fim do dia e sinto-me cansado da correria para não apanhar chuva. Mas é assim... Para haver um Verão tem que haver um Inverno. Tudo tem uma outra face, aquela menos boa, que ninguém gosta, que ninguém quer ver... mas é precisa. 

Por isso, sim, posso apanhar muita chuva, adoecer e passar frio, mas sei o que o Inverno vai chegar ao fim e um Verão bem quente e acolhedor vai estar lá para me receber. 

Just live... 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Parti

Quero escrever, continuar a escrever. Quero ver, quero sentir, não quero pedir. Quero ser eu, seja quem for. Quero ser eu e tu, quero ser nós. Não quero fugir, quero encontrar. Sou confusão, caos. Sou eu, tu, sou todos nós e ninguém. Quero mais, algo mais. Quero fugir. Quero fugir. Quero fugir. Encontrar, fugir. Amar, sentir. Já não sei quem sou, não sei mesmo. Esqueci-me de ontem, esqueci-me de amanhã. O agora não existe, não pode existir. Eu via-o se conseguisse,não era? DIZ-ME! Não era?!

 Escrever, escrever, escrever...
Deprimência
na ponta de um cigarro
acorda p'ra vida
na volta vira escarro

acordas de manhã
sem saber o que fazer
viras-me uma arma
que se foda, não há nada a temer

Ouve a chuva
os trovões que vêm de cima
acorda p'ra vida
não há sol neste clima

sente
ressente
confia
desconfia

se este mundo vale a pena
não foi hoje que mudou
apenas num piscar de olhos
a vida que tens acabou.

Continuarei a escrever?

domingo, 30 de outubro de 2011

Vento

Não sou poeta,
não sou escritor,
não sou um grande artista
nem grande pensador

o dia pelo dia
noite pela noite
a lua já vai tardia
o vento ao longe dizia
"Se não te encontras,
quem encontrará?"

Eu sei vento,
tens razão..

tudo começa no momento em que o resto acaba
tudo perdes no momento em que o mundo recomeça

voltas e voltas,
dentro do pequenino...
bem que te esforças,
mas na revolta da reviravolta
não há volta a dar

vejam se entendem uma coisa:
tenho tudo o que preciso
tudo o que posso dar

se não há quem mereça,
quem me resta para amar?





quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Completo

Já tocavam as doze badaladas quando os acordes de guitarra se começaram a ouvir. Um misto de pavor e de prazer fizeram-se sentir enquanto as notas flutuavam. Algumas gotas abençoavam a serenata até que uma forte rajada de vento e água fez os estudantes abrir o chapéu de chuva. Fechei os olhos e deixei-me levar. O fado tem destas coisas, é poderoso e ao mesmo tempo agradável e doce, agressivo e ao mesmo tempo humilde. A chuva, os trovões, relampagos,o vento, tudo, fez daquele momento pura magia. 

sábado, 22 de outubro de 2011

"i am not a number!"

Poderia dizer aqui mil e uma coisas sobre viver. Mas não digo. O mundo cai na minha desilusão constante. Às vezes gostava de ter os olhos vendados como algumas pessoa que encontro na rua. "Uma rua é normalmente entendida como um espaço público no qual o direito de ir e vir é plenamente realizado.". A palavra-chave é "plenamente". As pessoas não se conhecem, não se esforçam por conhecer. Encontrões, é assim que elas andam. Vivemos num jogo de bilhar constante em que nós somos a bola. Percorremos muito lentamente o terreno de jogo, às escuras. De vez em quando lá nos deixam ver um pouquinho, antes de cortarem outra vez a luz. 

Sentadinho no meu canto da esplanada, sozinho, observo a humanidade na hora pós refeição. Somos um número. Sou um número. Caímos pela história, caímos pela família. Tick-Tack, mais um dia.Tick-tack mais um ano. Somos um número muito grande. Vivemos meia dúzia de anos. Deixamos a marca, igual a muitas outras. A vida, deixamo-la cá, esse bem tão precioso que agora nos é. Olhar para a frente é olhar para trás, de onde vieste para onde irás. De que serve pensar em ser completo, quando a minha realização é igual a tantos outros números. De que serve sequer pensar? No entanto, sei que essa conquista me vai preencher, mesmo sabendo que não vou sentir algo diferente do que tudo o que alguma vez foi sentido. 

Na ilusão encontramos a desilusão, na desilusão encontramos a realidade.

O mundo é um lugar estranho.

sábado, 15 de outubro de 2011

Tu

Só gostava de saber... Sei que não há maneira, mas toda esta espera só aumenta a impaciência.. E o medo, sabes? Eu sei, sempre fui assim...

Aqui, no sofá, sinto um estranho sabor à pouca realidade que me resta... dá-me uma razão.. dá-me muitas..

Devolve-me a realidade,
Ou tira-ma por completo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Letra A

Eu não sou uma pessoa de noites e, quem me conhece, sabe disso. Às vezes arrependo-me de não o ser, mas quando volto a mim vejo que afinal até vale a pena. Sei que tu és o que quero, o que preciso... Mas estás longe, tão longe... E tão perto, é verdade. Sabes, no fundo revejo-te todas as noites, ou tento. Tento porque não estás em lado nenhum. Num universo de palavras és a única que não se repete. Fazes-me suspirar todas as noites mesmo não o sabendo. Apesar do tempo recordo-me bem do teu rosto. Procurei novos rostos, ainda procuro, mesmo inconscientemente. Aqui onde vivo é bem diferente do mundo onde nos encontrámos. Gostava de voltar a esse mundo, mais verdadeiro, mais sincero, mais puro... Algo que aqui dificilmente encontro. Gostava que dissesses que não atingimos um ponto sem retorno, mesmo que não saibamos bem o que "retornar" significaria. A letra "A" é cada vez mais rara, acredita. Mas sei que faria sentido. Não aqui, não agora, mas no fundo ainda espero por ti. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Partir para ficar

Quero fugir daqui. Quero deixar o meu subconsciente tomar conta do consciente. Ser puro e só. Ser eu e completo. Há dias em que me perco, o chão foge-me dos pés, até a lua se esconde por detrás do céu escuro, sem estrelas. Vou fugir e não mais voltar. Vou fugir e ficar precisamente no mesmo sítio. Vou sair desta prisão, libertar-me das cordas, fugir das paredes que apertam cada vez mais. Vou fugir das nuvens cinzentas. Vou correr e correr, voar e voltar a terra firme. 

Eu vou ser completo. 

Vou ser livre.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Coimbra é para viver

Não te preocupes,
as pessoas são assim
um dia estás bem
outro dia queres o fim

se mal te sentires
e sozinho queres estar
chama por mim sem problemas
teus males irei espantar

Coimbra é um mundo
a calçada não é o fundo

acredita em mim
sem figado poderei ficar
enquanto aqui estiver
teus passos irei guiar

estuda como nunca antes
vais ver que precisas
de Faro a Melgaço
Coimbra marca o passo!

assobios, rodopios
canticos, casualidades
vais ver, vais curtir
um dia vais ter saudades

Coimbra é o melhor
tuas ruas sei de cor
Coimbra és minha
e para sempre de todo nós!


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Mente

Não consegues ver !?
Não consegues sentir !?

Descontrola a vida,
entra em contra-mão
se não páras, acabas no chão

Não consegues perceber?
Não consegues ser?

O estômago pesa não pesa?
e a consciência também
dor e desdém

ah... queres ver...

Não....

Não há nada a temer,
amanhã.. sim amanhã..
respirarás o ar fresco do sol nascente
Quem te quer bem, não mente.

domingo, 25 de setembro de 2011

Ser?

Há dias assim...
Olhamos para o futuro, tentamos ser optimistas. A vida sorri-nos e dá-nos uma oportunidade, muitas vezes já não é a primeira. Vamos ver as ferramentas que temos, está tudo do nosso lado.... Menos nós...

Há dias assim...
O que passou passou, não vai voltar. Olhamos fotos antigas, ouvi-mos aquela musica que nos recorda momentos bons. já passou, não vai voltar, não importa o quanto queiras. Mas foi bom, fui eu que o vivi, que o partilhei com pessoas que sentiram o mesmo. Aquela semana.... Nostalgia, saudade... Um sentimento estranho, súbito, imprevisivel percorre-nos a espinha. Pensamos que sim, mas não o compreendemos. quando dás por ela estás sem pregar olho às 6 da matina e não fazes a mínima do que o amanhã traz. Se ao menos pudesse voltar, aproveitar um pouquinho mais, um pouquinho melhor... já passou... não volta...

Há dias assim...
Em que tentamos perceber a nossa vida, tentamos perceber o que, afinal, estamos aqui a fazer... o que fizemos que nos levou a este ponto... Perceber quem somos...


Se, realmente, somos...

sábado, 24 de setembro de 2011

Jogos de verdade, incertezas e consequências

Saber aproveitar,
Não é o mesmo que saber viver.

Saber amar,
Não é o mesmo que saber crescer.

Em tempos acreditava na simplicidade das coisas,
Que para fazer bastava querer,
Que sofrer era não morrer.

Em tempos via um mundo,
Que crescia a olhar em frente,
Que caía, mas consciente.

Hoje, todos os meus olhares,
se repetem perante a incerteza.

outra vez
outra vez
e outra vez....

Tira-me a incerteza, rouba-me a razão...

Estou farto desta merda,
sem cabeça nem coração.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

duvidas, claramente
saberias, o coração nao mente

"Aonde tencionas ir?"
pergunto eu

Sabes aquele sito,
em que o sol se esconde,
o mar acaba

Sabes aquele sitio,
que em ti guardas
o que de sagrado te fala

Quero ir mais longe
Tao longe quanto ele mandar
sozinho nao saberia ir,
é um caminho que se faz a par

Ele nao mente,
Agora sinto

Peço-te,
vê comigo
foge comigo

Não vamos mais voltar...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Dinossauros

"i would say "rawwwr" to you every single day if you want to
podiam ter bebés dinossauro *.*
really ? *.*
really x)
consegues ser tão mais estranho do que eu de uma maneira estupidamente doce."

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

.

es uma merda, um trapo, inútil
nao pertences, nao vences,
nao encaixas, nao ganhas.
és a merda, a erva daninha
o peido de uma doninha,
caca de andorinha
Es um corpo fodido,
carniceiro,
demónio matreiro.

És o lixo do mundo,
um pensamento sem fundo,
caruncho da madeira,
raposa na capoeira.
puta velha maltratada,
toureiro que levou cornada.
Es o caralho enchatado,
um porco enrabado.

és o patrão das trapaceiras,
o mestre das baboseiras

hey tu!
merda ambulante
ve lá se ganhas juízo

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Aparências


És a efemeridade do momento
A felicidade que passou
A dor constante e o tormento
paixão e ódio de quem amou.

És a cura e a peste
a fome e a tortura
Diga merda e conteste
Esta morte que perdura.

És o livro sem páginas
Uma incógnita na equação
o caralho de uma praga
sem tabus nem coração.

És tudo o que mais quero
e de que fujo a sete pés
Por ti ainda espero
que nao sejas aquilo que és.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Where...

Cerra os dentes
olha,
em frente, vê, acredita

contorna a dor, essa falta,
de algo que não precisas

só tu não percebes...


sábado, 6 de agosto de 2011

Vagos Open Air 2011

Ontem foi o primeiro dia da 3ª Edição do VOA e, como não podia deixar de ser, tou em casa a ressacar de headbang de ontem à noite.

Às bandas portugueses nada ou pouco tenho a dizer, Revolution Within com grande energia e Crushing Sun a deixar algo a desejar, mas a criar um bom ambiente.

Essence, para mim, a surpresa da noite, já que das bandas todas apenas conhecia Anathema e Opeth (mal). Apenas apanhei metade do concerto mas chegou e sobrou para soar, abanar a cabeça e fazer-me ao mosh. Quando o baterista começa a fazer as marcações da "Raining Blood", Vagos foi virado do avesso. Grande presença em palco, grande banda.

Anthema. Já os tinha visto uma vez e dificilmente iriam superar o concerto que tinha visto, mas não era por isso que gostaria menos do concerto. Tudo bem até a energia faltar, e não foi uma, mas 4 vezes! Fiquei chateado mas é de louvar a atitude da banda que não abandonou o palco e de tudo fez para contrariar a sorte. A acabar com a "Fragile Dreams", foram, ao mesmo tempo, menos e mais do que estava à espera.

Tiamat não conhecia ( bam! eu sei, eu sei, chapada na tromba). O ambiente, os acordes, as vozes. Quando cheguei ao fim de "The Sleeping Beauty" já só queria mais. Se não ouvia, vou passar a ouvir.

Opeth, a banda mais esperada da noite. Não conhecia as notas nem as letras, mas isso não me impediu de adorar o concerto. Outra banda que não ouvia, mas isso vai mudar. A acabar com a música "Deliverance", e como diz o meu primo, "joguei os pés pelo ar". Muito bom.

Se valeu a pena?
Sim, claro que sim. Tenho muita pena de não ir ao segundo dia, mas para o ano lá estarei!

Keep Heavy! \m/

sábado, 30 de julho de 2011

Eu...

Seria mais do que sou,
combatia o impossível,
lutava,
chorava,
sofria,
renascia,
crescia,
duvidava,
aprendia,
amava,
morria...

Seria tudo o que quisesses,

Tudo e muito mais, não para ti, mas para ti...

High, so fucking high

"Where is my mind?"
I surely don't know the fucking answer for that fucking question!
Viaja,
mas não me leva, nao. deixa-me aqui a olhá-la com inveja.
invejo-te tanto, tu sem escrúpulos, o imediato.
já,no momento, já foi, agora é.
vais ser um dia, o que eles querem
eles são.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Confiar,

confiar,confiar,confiar,confiar,confiar,confiar,confiar,confiar,confiar,confiar,
Foda-se, porque é que eu tenho a mania de confiar nas pessoas cegamente?

Eu sei best, todos acabam por nos desiludir, mas porra, eu não quero ser assim!
Quero sempre ver o lado bom do próximo, quero acreditar no que há de melhor...


e confio... acredito demais, acredito que é algo mais ...
e no fim... nada.
 merda pra isto..
És feia.......

segunda-feira, 25 de julho de 2011

.

As areias poluídas pela cinza
quem passa não vê
não sente
não ouve

Se ao menos olhassem

não, o vento levou-o e cuspiu-o
e eu fiquei sentado a vê-lo ir

Inútil

Crashing around you

I am your nightmares, true scares
That dream when you can't stop from falling
Can't fight, can't run
Can't stop the person you've become

I am your heartbreaks, mistakes
That place inside you hate
I am that shadow following every move, reminding you
That it's never good enough, never good enough
Even though you'll try and try
I'm gonna call your bluff
Because I am the thing bringing the feelings when...

Your world comes crashing around you
Smash down around you, yeah
When will you see that you cannot hide from me?

When you feel darkness, hopeless
Can't cope with all the stress
I'll make you hate life bring strife
Remember failures hardened stare
And it's never gonna change, never gonna change
Always they'll be judging you
Compared to who and who
You trust in me but I only live to see

Your world come crashing around you
Smash down around you, yeah
When will you see that you cannot hide from me?

When I come for you
When I see through you
When I eat through you
When I destroy you

You'll think you're betrayed, afraid
I'll leave you ripped and torn so bad you
Can't trust, can't love
Can't understand why life's so fucked up
Deep inside your mind
In constant remind
If you leave your thoughts to me, believe
I'll make sure that I see

Your world come crashing around you
Smash down around you, yeah
When will you see why you cannot hide from me?

I'll make your world come crashing around you
Smashing around you
I'll let you see why cannot hide from me
Because I am you


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Meninas de Autocarro

Minhas senhoras, minhas senhoras,


eu sei que as suas vidas já passaram de meio e têm muita história para contar, que já têm filhos crescidos e netos para adorar, mas sabem uma coisa? 
Não precisam de o contar ao autocarro inteiro!! Incrível como alguém consegue fazer 30 pessoas participar numa conversa a dois. 

Admiro este dom, a sério que admiro. 
Tal como o alcance vocal, que parece sobre-humano.

Acho que se aprende mais em autocarros que em aulas de medicina. Estas senhoras, já com o curso superior de medicina sénior, tirado no centro de saúde mais perto, durante aproximadamente todos os dias da semana, partilham o seu conhecimento com tudo o que mexe!

Desculpe, minha senhora, mas não quero saber o que lhe dói. E não quero ser rude, não, mas sabe, se baixar um pouquinho a voz, assim um cuchichinho de nada, vai ver que a sua amiga também ouve! sim? :D 


Preciso de uns fones urgentemente.... -.-'




domingo, 10 de julho de 2011

Peça Adiada

"A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!"

Gostava de não ser assim
Gostava de ser menos coração

Olhar para hoje, sem ver o amanhã
Olhar para ontem e não ver o hoje

Gostava mas não quero...

Doença terrível esta
Há algo mais, tenho a certeza...
Há mais paixão por detrás da cortina
Há mais vida por detrás da paixão

Desenganem-se aqueles que pensam que falo de amor
Desenganem-se aqueles que pensam que não falo de amor...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Aprender

Parece que, quanto mais a vida grita aos nossos ouvidos, menos nós sabemos o que fazer com ela. Este sentimento já dura há tempo demais. Gostava de saber olhar como vocês, de ver o que vêm, mas continuo com esta sensação de que não vivem no mesmo mundo que eu. 
Estar no escuro não é bom. 
Vai-te embora... VAI!

Já devia ter aprendido.




Algo mais, procuro algo mais,
E nada menos do que isso.

sábado, 2 de julho de 2011

Raiva

Gente mundana
Mente profana
 
Mas por quem me tomas, diz-me!
A raiva escondida,
Alma perdida.
Não encontras o teu ser,
E o meu fazes perder.

Sim tu! Por quem me tomas?
Diz de uma vez por todas!
És a perfeição,
do ódio ao coração!!

Eu olho para ti e vejo mãos vazias.

Não me julgues sem pensar
Não me olhes sequer
Não me tentes!
Não me faças odiar
Não me faças amar!

Um dia estarei bem
Se Homem me fizer
Até lá e de outrem
Merda não hei-de comer

E agora?
Ainda me tomas por tolo?
Talvez seja, talvez não
Mas enquanto os meus pés calcarem o chão
E sentir esta raiva de puro coração

Has-de me detestar
Has-de me amaldiçoar
Pois digo-te!


É preciso ser-se muito mais para amar do que para odiar...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Olho para dentro


Olho para dentro
Procuro um caminho
Mas por mais que tente ver
Mais longe estou do meu destino

Sem dó, sem piedade
Exigem, ordenam, comandam
Puxam daqui, puxam dali
Os cordelinhos desde que nasci

Mas se eu não sei o que quero
Como é que vocês podem saber?
Procuro e desespero
Entre a razão e o querer.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

I'm a fool

Incrível...

Sou perito em tomar decisões erradas e em mandar cabeçadas na parede.
Espero vir a aprender alguma coisa com isso, já que até agora isso apenas me faz senti-lo ainda mais vazio e eu desorientado...



Alguém sabe para onde fica o Norte?

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sombras


Ao longe, as vozes do público deixam de se ouvir. Caminhava sozinho pela noite dentro, pelo caminho que tão bem conheço. Passos apressados ouviam-se atrás de mim, nenhum mistério, apenas um rapaz cansado ansioso por chegar a casa. As luzes da rua eram-me indiferentes, como se não estivessem lá. As sombras atraíam-me para elas, mas mantive a minha rota, alheio, sem olhar, sem expressão. Não estava sequer ali, não sentia o andar, automático e pesado. Viajava sim, mas noutro sentido completamente diferente. As casas passavam por mim mas eu olhava-as lá de cima. Aproximava-me de casa mas fugia dela. "A lua mantém-se a mesma" - pensei eu. Por momentos senti uma sensação de liberdade, senti-me eu, só e apenas. Acontece poucas vezes acreditem. 


É tão comum ter-se a certeza de quem se é e logo a seguir perder essa certeza. 

Estranhas sombras me assombram...

domingo, 26 de junho de 2011

...

"Mãe... eu quero ficar sozinho..."




Uma parede espessa roubou-me a luz. Recordo a fobia antiga de estar no escuro, como naquele sonho onde desesperadamente procuro o interruptor. Agora, dura realidade, não tenho por quem chamar. Deixaram-me aqui, "vive" - disseram eles. Viver sem luz? "Não é possível" - pensei eu. Sinto braços a puxar por mim. Quero ficar no escuro. Ou não? Às vezes pode ser tão confortavelmente silencioso, tão desesperadamente só. Mais mãos tentam agora arrastar-me para fora daqui, agora que me habituei ao meu velho amigo. Não quero acordar, não quero abrir os olhos, apenas sentir o silêncio, a minha respiração. Encontrei-me nesta absência de luz, aqui estou seguro. No entanto, sei que a única pessoa que me pode fazer mal sou eu. Mas não, prefiro o escuro...







A ouvir: Linda Martini - Olhos de Mongol (álbum)

sábado, 25 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ousa!

“Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.”


Pablo Neruda

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Esquecer, viver

Quero dormir




talvez durante os sonhos esqueça os dias maus e me lembre dos bons
talvez o dia de amanhã seja melhor


O hoje já passou, não vamos deixar morrer a esperança...

domingo, 19 de junho de 2011

Home Sweet Home

O nosso lar.

Sítio onde descansamos, libertamos o pensamento e somos nós próprios.
Por vezes uma armadilha, por vezes uma bênção, pode ser tudo aquilo que queremos e o que não queremos.

É o lugar. O nosso lugar, o nosso espaço. Como um cofre muito bem guardado em que só nós temos a combinação e, em simultâneo, somos o tesouro.



Incrível como às vezes queremos estar em todo o lado menos no cofre...
Estaremos a fugir da dor, da cura ou de nós mesmos?

Pode ser muito bom ter um cofre onde nos guardamos, mas isso significa que só nós nos conseguimos alcançar.

Por vezes, há que sair de cofre e ser diferente, descobrir-nos e deixar-mo-nos descobrir.
Espero que estejas sempre lá para mim, mas no meu cofre mando eu e neste momento preciso de estar longe de ti...



Eu sei que me perdoas e me deixas voltar... :)



sábado, 18 de junho de 2011

Ensina-me



Ensina-me a querer,
Ensina-me a lutar ,
Ensina-me a vencer,
Ensina-me a perder,
Ensina-me a amar,
Ensina-me a conseguir,
Ensina-me a sonhar,
Ensina-me a fugir,
Ensina-me a procurar,
Ensina-me a perseguir,
Ensina-me a encontrar,
Ensina-me a esconder,
Ensina-me a mostrar,


Ensina-me tudo,



Mas não me ensines a saudade...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Treta?

É tudo TRETA a sério, não acreditem no que eles dizem, esqueçam tudo o que vos foi dito.
Tou bem? Claro que estou bem, não há outra forma de estar. Além disso... de que serve afinal? A verdade não está escrita, e se está escrito não é a verdade.

Obvio que as minhas conversas não têm nexo, afinal de contas, dizem que só usamos 10% do cérebro, a lógica deve ter ficado nos outros 90!!


Apetece-me escrever. 

Engraçado que existem sonhos dos quais não queremos acordar e quando queremos acordar (olhem olhem, mais uma ironia para variar), simplesmente não dá!!! Obvio, não estamos a dormir!
Mas lá por querer acordar não quer dizer que seja um sonho mau.






Às vezes apetece-nos um sonho diferente, só isso, que nos ajude a passar a noite e, outras vezes, um sonho que não nos faça chegar o dia!

Tou um pouco cansado, não de viver que viver até é porreirinho, mas de sonhar..
Eu sei, eu sei, é sempre bom ter um sonho, mas ok, não é desses que tou a falar!

Só tou cansado de me acordarem a meio de um sonho, cansado de noites mal dormidas e de chegar a de manhã e ver a lua no céu escuro.



Eu vivo bem e estou bem.
Desilusão de uns, orgulho de outros, permaneço a tentar agradar-me a mim mesmo.
Talvez se agora não me acordarem, seja de dia e a noite tenha passado....

(Mas não se preocupem, ando dormir 6 a 8 horas por dia ;)   )

sábado, 28 de maio de 2011

Há ainda dias assim...

... em que cai algo não sabes bem de onde, que te faz abrir os olhos e acelera o ritmo cardíaco... 
Chegas mesmo a pensar: " Será que era disto que estava à procura?", "Talvez sejas este o caminho...".

Ainda não sei bem a dimensão do acontecimento, mas sei que pode abrir muitas portas, novos caminhos, novos sonhos, aliás, a confirmação dos antigos...






Ainda hoje dizia à minha mãe:" Eu acredito em Deus, aliás em muitos Deuses: o Deus do Rock, o Deus do Jazz. o Deus da Metal, etc, O pai de todos, o Deus da Musica". 

E sabem que mais?
Tenho fé !!!
Vamos lá ver.

Talvez....

terça-feira, 24 de maio de 2011

Não entendes...

...que estou a morrer por dentro...

Isto corrói, corres o risco de não restar mais nada...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Escravo

Sinto-me escravo de mim mesmo. Sou perito em sufocar-me constantemente com a minha personalidade. Melodramático, incoerente, inseguro. Não digo que foram todos os recentes e não recentes eventos que me tornaram assim, ja transpiro medo desde cedo. Não sei a razão, não sei o propósito. Sei que me impede de ser algo que gostaria de ser, de chegar a sítios onde agora não chego. Talvez mude, talvez não. Talvez seja obrigado a isso, ou talvez acorde um dia e me sinta capaz. Passivo, completamente passivo. Começo e não acabo, atiro-me de cabeça mas é só garganta... 


Sei qual é o primeiro passo mas o chão é feito de um gelo muito fino e tenho os pés em brasa.
Ou talvez seja só o medo, a minha imaginação...



segunda-feira, 28 de março de 2011

"One"

Há dias andava pelo face quando me deparei com um cartoon deveras engraçado e fui pesquisar pelo seu autor.
Encontrei o seu site e comecei a ler as suas publicações. Agora sou fã e tenho que ir lá de tempos a tempos dar uma boa gargalhada ou simplesmente deliciar-me com as comparações e situações realistas que o autor  tão bem retrata.

Deixo-vos um exemplo:


 Se têm curiosidade por mais visitem:
www.kartoen.be

;)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Mensagem

Interessante o facto de um pensamento ter tal poder.


"Enjoy it"


Tenho vindo, desde há algum tempo para cá, a seguir uma linha de pensamento que surgiu a partir de um filme que vi.
Aproveitar cada momento, cada sensação e emoção que nos é proporcionada. E digo, sinto-me melhor que nunca. Tranquilo, com os pés bem assentes na terra, consciente e presente, tirando máximo partido de tudo o que me é proporcionado.


Por isso, caros amigos,

Apenas APROVEITEM!

Ninguém o fará por vocês...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Apetece-me Escrever...

Estou tranquilo, tive uma semana cansativa mas muito boa...
Muito boa mesmo...

Pode ser que tudo esteja a tomar o seu rumo.
Pode ser que eu esteja a tomar o meu rumo.

Não sei o que se segue, o que virá, o que ficará para trás, mas sei que esta minha tranquilidade me transmite confiança e segurança mais do que suficiente para ser bem sucedido...



"Whatever tomorrow brings, I'll be there
With open arms and open eyes yeah"
Drive - Incubus




sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Conhecimento





Para os milhares de estudantes da UC, sair, estar com os amigos, ser praxado e praxar, ir a jantares de curso e muitas outras coisas são práticas regulares.
O mais comum, hoje em dia, é vulgarizar um pouco os estudantes. Quando alguém diz: "Para o ano vou para a Universidade", raramente ouvimos um comentário diferente de: "Té que vai ser! Só festas, vida boa!". Temo que, em muito boa gente, a palavra conhecimento não esteja directamente relacionada com a universidade.


Ontem tive um jantar de curso:
       - Muito álcool.
       - Muito espírito académico.
       - Muita amizade e companheirismo.


E foi aí mesmo, no meio de toda essa emoção, que encontrei conhecimento. É óbvio que para se estar na universidade é necessário ter todo um leque de bases, mas não é desse conhecimento que falo. É aquele que se encontra apenas em certos sítios, em certas pessoas. Aquele conhecimento que se chama curiosidade, interesse, dedução, imaginação e fascinação por aquilo que nos rodeia. Sem saber bem como, depois do jantar, estava imerso numa conversa com dois doutores do meu curso. A temática era física, a origem de tudo, as teorias que revolucionaram a nossa forma de ver as coisas! E ali senti-me em casa! O conhecimento não é o armazenamento bruto de informação, é esta forma de questionar o sentido das coisas, entendê-las...

Ali senti que estava no curso certo, senti aquela sensação familiar que tinha quando debatia alguns assuntos interessantes com os meus colegas e professores do secundário, senti que só depende de mim a captação de todo este conhecimento à espera de ser decoberto, senti que voltei a encontrar os carris do comboio que julguei não mais conseguir apanhar...

Vou lutar, até ao fim. 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Há Dias Assim



Rotina...
Levanto-me com o mesmo pesar de sempre, visto-me à pressa e saio a correr sem pequeno-almoço. O autocarro não espera, ao contrário de mim, que vou rogando pragas ao motorista por me ter feito sair de casa a correr, deixando-me plantado na paragem devido ao seu atraso. Viagem longa, dois autocarros, uma hora de silêncio ou, raramente, alguns risos e conversas entre velhos amigos. Pólo 2, aulas, amigos, doutores, vida académica normalíssima...

Hora de voltar, mais uma hora com possíveis conversas, reflexão enquanto olho pela janela do autocarro ou então um breve "passar pelas brasas" . Alternadamente, tenho treinos de futebol duas vezes por semana e, nos restantes dias, aulas de música.

O meu quarto é um labirinto feito de desarrumação, talvez um reflexo do meu ser. Pautas, apontamentos, restos de apontamentos, todo o tipo de papéis, livros, cds, material proveniente, muito provavelmente, da minha mochila, encontra-se agora em parte incerta da secretária, ou até mesmo do quarto. O presente recebido há dois anos, no dia de passagem de ano, permanece intocável ao lado do monitor do pc. As experiências mais marcantes da minha vida até hoje estão registadas em fotos, posters, religiosamente colocados nas paredes.

Desejamos ser diferentes, acreditamos que somos. É da nossa natureza querer ser único. Tudo o que fazemos é uma nova forma de nos destacarmos no meio da multidão.

Será possível, realmente, ser original, tal como uma impressão digital?...
E, caso possível, como podemos alcançar essa tal unicidade?...

Sinto-me como uma gota de água a tentar chegar ao outro lado do Atlântico...



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Chaga



"Foi como entrar
Foi como arder
Para ti nem foi viver
Foi mudar o mundo
Sem pensar em mim
Mas o tempo até passou
E és o que ele me ensinou
Uma chaga pra lembrar que há um fim

Diz sem querer poupar meu corpo
Eu já não sei quem te abraçou
Diz que eu não senti teu corpo sobre o meu
Quando eu cair
Eu espero ao menos que olhes para trás
Diz que não te afastas de algo que é também teu
Não vai haver um novo amor
Tão capaz e tão maior
Para mim será melhor assim
Vê como eu quero
E vou tentar
Sem matar o nosso amor
Não achar que o mundo é feito para nós

Foi como entrar
Foi como arder
Para ti nem foi viver
Foi mudar o mundo
Sem pensar em mim
Mas o tempo até passou
E és o que ele me ensinou
Uma chaga pra lembrar que há um fim"

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Where The Wild Things Are

Sentimento estranho este que, por muito que lutemos, leva sempre a melhor. Provoca um reboliço no estômago, deixa-nos sem capacidade de resposta.

Primeiro destrói as nossas defesas, sem aviso, sem piedade. Ataca num segundo, mas deixa tal marca que, mesmo na sua ausência, acabamos por sentir toda a sua essência.

Puro mas ainda assim frágil,
faz de nós aquilo que somos.

Como o exprimimos.
Como o sentimos.

Tudo isso é o que nos leva a um mundo só nosso,

onde a razão não mora e nós somos reis...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Promessas

Quem não as fez?

Os namorados são os piores!! Sim, prometem tudo e mais alguma coisa. Aquelas clássicas e eternas promessas: "vamos ficar juntos para sempre" ou, "nunca deixarei de te amar". No fundo, sabemos que estamos a mentir, mas é o que sentimos na altura e respeito isso. Respeito pois também as fiz, e não me arrependo. O problema é quando chega a altura de quebrar essas promessas.

O que já doía, torna-se intolerável.
O intolerável transforma-se num ferida que não sara. 

Ou esquecemos ou vivemos com isso. 

Podemos pensar que esquecer é mais fácil mas garanto-vos que é praticamente impossível. Resta-nos viver. Viver com consciência do passado e das nossas acções outrora tomadas. Viver em frente, saber o que está para trás, mas nunca olhar por cima do ombro... E isso sim é possível!

Mais uma vez, sou de opinião que, para qualquer coisa, basta querer.
Não um querer qualquer, mas sim um querer merecido, trabalhado e lutado....

Um querer que só alguns sabem como se quer...


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Silêncio

Usa-lo como bem queres e te apetece.
Usa-lo como uma arma, como uma língua e até mesmo como esconderijo.

Sim, escondes-te nele, não deixas que ninguém o olhe.
Preferia que explodisses e que dissesses tudo o que te viesse à cabeça!!

Preferia a tempestade ao deserto em que me deixas muitas vezes.
Preferia a frieza à solidão. Preferia a frontalidade ao virar costas.

Apenas pensamentos. Mas sabes que não me importo.

Só te pedia que emergisses desse silêncio.
Deixasses de lutar por te manter no fundo.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Eternal Sunshine of the Spotless Mind

Não era bom que pudessemos esquecer aquilo que nos causa mais dor?

Talvez no final não pensem assim...


Clementine: This is it, Joel. It's going to be gone soon.
Joel: I know.
Clementine: What do we do?
Joel: Enjoy it.













quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

"Recomeçar.
Recomeçar é começar de novo. Não é nada mais do que o óbvio, no entanto é uma palavra ligada tanto ao medo, quanto à esperança. O medo de um novo fracasso, no qual estaremos novamente expostos ao erro e outros fatores, que por alguma razão, anteriormente, não alcançamos os resultados desejados. A esperança, por sua vez, está ligada à expectativa de iniciar uma nova caminhada em busca do que se deseja, com a certeza de que estamos mais experientes e conhecedores de certos obstáculos que impediram o sucesso anterior. Recomeçar com esperança é fundamental para obtermos sucesso em qualquer objetivo, pois é o combustível que nos faz andar atropelando o medo e a insegurança, que eventualmente pode surgir no caminho. É preciso coragem para recomeçar, seja reconstruindo algo que não deu certo, ou mesmo para lançar-se a um novo desafio.


[...]
Às vezes não conseguimos fazer essa transição com tanta facilidade quanto gostaríamos, mas permanecer na indecisão é prolongar desnecessariamente uma dor que muitas vezes nos faz chorar. Se for preciso chorar, chore, pois chorar é lavar a alma, e então, com a alma limpa recomece sem medo, confiante que sempre é possível melhorar. Dar-se uma nova chance é permitir que os desejos divinos se manifestem e principalmente se concretizem através de nossas atitudes.
Espero que o seu recomeçar seja uma oportunidade em sua vida, uma renovação para novos aprendizados, crescimento e realização pessoal, mas sobretudo, que espalhe amor e esperança ao seu redor. Recomeçar é muito mais do que foi dito neste texto, pois tem um significado particular em cada um de nós, mas não permita que o negativismo se instale pela ação do medo. Independente do ponto de parada, até mesmo se tudo parece perdido, sempre temos a oportunidade de fazer de novo, e o que é melhor, com grandes chances de nos sairmos vitoriosos. Portanto, sempre que tiveres a chance de recomeçar, perceba que é uma nova oportunidade para ser mais feliz. Boa semana. "
Pauletto J A
Publicado no Recanto das Letras em 17/10/2008
Código do texto: T1233823
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Pauletto J. A.). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

<< Este texto não é da minha autoria, no entanto, achei-o extremamente interessante e inspirador. Sublinhei algumas partes. Copiado de http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1233823 >>

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"Não me olhes assim..."

Já falávamos à horas, mesmo sem saber o que dizer...

Encostáste a palma da tua mão à minha cara, fiz-te o mesmo.

O vazio preencheste, voltei a mim.

Ainda sinto o teu perfume...


Partiste mas levas-me contigo,

Apenas a esperança ficou...




Cordas de guitarra


As cordas de uma guitarra são objectos extremamente sensíveis, basta deixar-se levar pela emoção e o resultado é o desastre!

Uma corda partida.
Felizmente temos um conjunto suplente precisamente para estas ocasiões...

Todos felizes (ou não), lá vamos nós.
Uma por uma, prendemos cada corda no seu respectivo sítio, avançando para a próxima quando a anterior estiver bem segura.

Colocadas as cordas, poderemos começar a tocar? Não...
Falta a parte mais importante, a afinação....
Mais uma vez, corda a corda, fazemo-la variar de tensão até à afinação desejada.

Só então, com a guitarra completamente afinada, podemos deixar soar os nossos acordes...


Tudo isto para dizer que se ignorar-mos apenas um destes passos, não vamos conseguir tirar nenhuma melodia da guitarra.

É preciso perder tempo, atenção a cada detalhe!

É preciso apaixonar-se a cada momento e não, não tenhas pressa....

Paciência, dedicação e paixão são talvez a  origem das melhores melodias alguma vez criadas pelo Homem...



domingo, 23 de janeiro de 2011

Frio...

A concentração de pessoas no bar estava a diminuir, finalmente tinha espaço para a minha fuga para a casa-de-banho. Mal me continha, sentia os dentes cerrados, o punho apertado. Olhei para o espelho, não me vi. Os meus olhos estavam vermelhos, queriam chorar, deixar que todas aquelas emoções se fragmentassem em lágrimas. Mas não, não o fiz nem voltarei a fazer, por mais insuportavél que a dor seja, tu não mereces. Não me arrependo de todo o tempo que estive contigo, de tudo o que sentimos, fizémos, amámos, prometemos... Foi lindo... Agora é passado.

Molhei as mãos, a cara... Relaxei, respirei fundo e saí da casa de banho.



Azar ou sorte, a primeira pessoa que passa por mim és TU. Sorriste levemente, como quem comprimenta uma pessoa conhecida, mas eu não te retribui esse sorriso... Segui, tu apercebeste-te e agarraste-me pelo braço... Virei-me e tu olhaste-me com esses  olhos de quem pergunta se está tudo bem. O olhar que recebeste em troca não foi meu, foi aquele olhar que eu vi no espelho, foi aquele olhar repleto de dor, aquele olhar vermelho. E tu sentiste-o. A minha dor percorreu cada centímetro da tua pele, não preciso que tu me contes para que eu saiba disso. Mais uma vez, viraste costas. De cada vez que és confrontada com dor, tu viras costas. Não culpo nem te julgo, é apenas uma constatação. De costas voltadas, seguimos.

Quando entrei no bar no início da noite sabia perfeitamente que ias lá estar e, muito provavelmente, acompanhada. Fui entrando devagarinho, analisando o espaço, as pessoas... Encontrei-te numa mesa com os teus amigos, com o cigarro entre os dedos. A tua expressão não era de felicidade nem de tristeza.

FRIA...... Foi como te vi...

De cadeira enconstada à tua, com o braço ligeiramente por detrás de ti, estava a tua companhia. Podia aqui dizer mil barbaridades, chamar-te a ti e a ele tudo o que me viesse à cabeça, mas prefiro manter a minha dignidade. Sentei-me com os meus amigos numa mesa perto da tua... Involuntariamente, olhava para ti de 5 em 5 minutos. A tua companhia passava, de vez em quando, as mãos pelo teu cabelo... Bebi algumas cervejas, trocando uns olhares com o meu amigo, que sabia claramente o que eu estava a sentir. Talvez não tudo pois ele não sabe a história desde o início. O nó na garganta ia ficando maior... Revia todo e cada momento da nossa relação. Dei-te tudo, tudo o que tinha, carinho, amor, paixão, dedicação, companhia, apoio, CONFIANÇA!

E ali estava eu.....


Fez-me bem ter-te visto assim.
Não te desejo mal algum, desejo-te FELICIDADE, montes, RESMAS, paletes dela...
Mas a dor... Essa ataca-me, reduz-me à insignificância do meu ser.
Sou mais um, mas não um QUALQUER.
Sei o que sou, sei o que quero.


Lição do dia:
Quando pensares em alguém, pensa em ti primeiro!
No final do dia, és tu quem vai estar a olhar o espelho...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Caminhos...

Acabou... Sim, agora acabou mesmo, 2 anos depois. Eu sei, foi a escolha certa, não podemos viver pelo passado. Sinto-me um pouco injustiçado... frustrado talvez seja uma palavra melhor, mas sabes bem que o sinto. Não por tua causa, por tudo.



Já estou melhor, tudo se supera.
Altura de levantar outra vez a cabeça e de te chamar por aquilo que és... uma amiga, uma grande amiga.
Caminhos diferentes?
Talvez, mas sempre lado a lado...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ironia

Já o meu professor de música diz:" Gravem o que tocam. Acreditem ou não quando vocês pensam que os que estão a tocar está a sair uma granda malha, é quando sai pior. E quando pensam que não saiu nada de jeito, é quando tiram o melhor som".



De facto, aconteceu-me a mim, mas num contexto completamente diferente. A escrita é assim, quando escrevemos de alma e coração as palavras fluem, como se já tivéssemos o texto decorado dentro da cabeça. Eu escrevi assim. Agora sinto que foi como que uma grande melodia que toquei na guitarra mas que me esqueci de carregar no botão de gravar.

Talvez um dia saibas, talvez já saibas,

Ou talvez não....

Efeito Placebo

Há momentos da nossa vida em que, apesar de rodeados de imensas pessoas, nos sentimos sós. Agarramos os braços, como se nos estivessemos a abraçar e olhamos em redor à procura de algum conforto...



Nesse momento, quando eu pensava que todos os olhares se desviavam de mim, tu dizes olá...

Sinto-me outra pessoa, sorrio, respondo. Tudo parece mais fácil. Não tem a ver com sentimentos ou saudade, sinceramente, não sei o porquê.

Mas por favor, não deixes de dizer olá...