terça-feira, 22 de novembro de 2011

Chuva

Digam o que disserem, o Inverno é bom para ficar no sofá, num domingo à tarde, com quantidades de comida industriais e a ver filmes que já deram 23944 vezes na televisão. A cada manhã penso que o meu humor não podia estar mais sintonizado com o clima. Chego ao fim do dia e sinto-me cansado da correria para não apanhar chuva. Mas é assim... Para haver um Verão tem que haver um Inverno. Tudo tem uma outra face, aquela menos boa, que ninguém gosta, que ninguém quer ver... mas é precisa. 

Por isso, sim, posso apanhar muita chuva, adoecer e passar frio, mas sei o que o Inverno vai chegar ao fim e um Verão bem quente e acolhedor vai estar lá para me receber. 

Just live... 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Parti

Quero escrever, continuar a escrever. Quero ver, quero sentir, não quero pedir. Quero ser eu, seja quem for. Quero ser eu e tu, quero ser nós. Não quero fugir, quero encontrar. Sou confusão, caos. Sou eu, tu, sou todos nós e ninguém. Quero mais, algo mais. Quero fugir. Quero fugir. Quero fugir. Encontrar, fugir. Amar, sentir. Já não sei quem sou, não sei mesmo. Esqueci-me de ontem, esqueci-me de amanhã. O agora não existe, não pode existir. Eu via-o se conseguisse,não era? DIZ-ME! Não era?!

 Escrever, escrever, escrever...
Deprimência
na ponta de um cigarro
acorda p'ra vida
na volta vira escarro

acordas de manhã
sem saber o que fazer
viras-me uma arma
que se foda, não há nada a temer

Ouve a chuva
os trovões que vêm de cima
acorda p'ra vida
não há sol neste clima

sente
ressente
confia
desconfia

se este mundo vale a pena
não foi hoje que mudou
apenas num piscar de olhos
a vida que tens acabou.

Continuarei a escrever?

domingo, 30 de outubro de 2011

Vento

Não sou poeta,
não sou escritor,
não sou um grande artista
nem grande pensador

o dia pelo dia
noite pela noite
a lua já vai tardia
o vento ao longe dizia
"Se não te encontras,
quem encontrará?"

Eu sei vento,
tens razão..

tudo começa no momento em que o resto acaba
tudo perdes no momento em que o mundo recomeça

voltas e voltas,
dentro do pequenino...
bem que te esforças,
mas na revolta da reviravolta
não há volta a dar

vejam se entendem uma coisa:
tenho tudo o que preciso
tudo o que posso dar

se não há quem mereça,
quem me resta para amar?





quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Completo

Já tocavam as doze badaladas quando os acordes de guitarra se começaram a ouvir. Um misto de pavor e de prazer fizeram-se sentir enquanto as notas flutuavam. Algumas gotas abençoavam a serenata até que uma forte rajada de vento e água fez os estudantes abrir o chapéu de chuva. Fechei os olhos e deixei-me levar. O fado tem destas coisas, é poderoso e ao mesmo tempo agradável e doce, agressivo e ao mesmo tempo humilde. A chuva, os trovões, relampagos,o vento, tudo, fez daquele momento pura magia. 

sábado, 22 de outubro de 2011

"i am not a number!"

Poderia dizer aqui mil e uma coisas sobre viver. Mas não digo. O mundo cai na minha desilusão constante. Às vezes gostava de ter os olhos vendados como algumas pessoa que encontro na rua. "Uma rua é normalmente entendida como um espaço público no qual o direito de ir e vir é plenamente realizado.". A palavra-chave é "plenamente". As pessoas não se conhecem, não se esforçam por conhecer. Encontrões, é assim que elas andam. Vivemos num jogo de bilhar constante em que nós somos a bola. Percorremos muito lentamente o terreno de jogo, às escuras. De vez em quando lá nos deixam ver um pouquinho, antes de cortarem outra vez a luz. 

Sentadinho no meu canto da esplanada, sozinho, observo a humanidade na hora pós refeição. Somos um número. Sou um número. Caímos pela história, caímos pela família. Tick-Tack, mais um dia.Tick-tack mais um ano. Somos um número muito grande. Vivemos meia dúzia de anos. Deixamos a marca, igual a muitas outras. A vida, deixamo-la cá, esse bem tão precioso que agora nos é. Olhar para a frente é olhar para trás, de onde vieste para onde irás. De que serve pensar em ser completo, quando a minha realização é igual a tantos outros números. De que serve sequer pensar? No entanto, sei que essa conquista me vai preencher, mesmo sabendo que não vou sentir algo diferente do que tudo o que alguma vez foi sentido. 

Na ilusão encontramos a desilusão, na desilusão encontramos a realidade.

O mundo é um lugar estranho.

sábado, 15 de outubro de 2011

Tu

Só gostava de saber... Sei que não há maneira, mas toda esta espera só aumenta a impaciência.. E o medo, sabes? Eu sei, sempre fui assim...

Aqui, no sofá, sinto um estranho sabor à pouca realidade que me resta... dá-me uma razão.. dá-me muitas..

Devolve-me a realidade,
Ou tira-ma por completo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Letra A

Eu não sou uma pessoa de noites e, quem me conhece, sabe disso. Às vezes arrependo-me de não o ser, mas quando volto a mim vejo que afinal até vale a pena. Sei que tu és o que quero, o que preciso... Mas estás longe, tão longe... E tão perto, é verdade. Sabes, no fundo revejo-te todas as noites, ou tento. Tento porque não estás em lado nenhum. Num universo de palavras és a única que não se repete. Fazes-me suspirar todas as noites mesmo não o sabendo. Apesar do tempo recordo-me bem do teu rosto. Procurei novos rostos, ainda procuro, mesmo inconscientemente. Aqui onde vivo é bem diferente do mundo onde nos encontrámos. Gostava de voltar a esse mundo, mais verdadeiro, mais sincero, mais puro... Algo que aqui dificilmente encontro. Gostava que dissesses que não atingimos um ponto sem retorno, mesmo que não saibamos bem o que "retornar" significaria. A letra "A" é cada vez mais rara, acredita. Mas sei que faria sentido. Não aqui, não agora, mas no fundo ainda espero por ti. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Partir para ficar

Quero fugir daqui. Quero deixar o meu subconsciente tomar conta do consciente. Ser puro e só. Ser eu e completo. Há dias em que me perco, o chão foge-me dos pés, até a lua se esconde por detrás do céu escuro, sem estrelas. Vou fugir e não mais voltar. Vou fugir e ficar precisamente no mesmo sítio. Vou sair desta prisão, libertar-me das cordas, fugir das paredes que apertam cada vez mais. Vou fugir das nuvens cinzentas. Vou correr e correr, voar e voltar a terra firme. 

Eu vou ser completo. 

Vou ser livre.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Coimbra é para viver

Não te preocupes,
as pessoas são assim
um dia estás bem
outro dia queres o fim

se mal te sentires
e sozinho queres estar
chama por mim sem problemas
teus males irei espantar

Coimbra é um mundo
a calçada não é o fundo

acredita em mim
sem figado poderei ficar
enquanto aqui estiver
teus passos irei guiar

estuda como nunca antes
vais ver que precisas
de Faro a Melgaço
Coimbra marca o passo!

assobios, rodopios
canticos, casualidades
vais ver, vais curtir
um dia vais ter saudades

Coimbra é o melhor
tuas ruas sei de cor
Coimbra és minha
e para sempre de todo nós!


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Mente

Não consegues ver !?
Não consegues sentir !?

Descontrola a vida,
entra em contra-mão
se não páras, acabas no chão

Não consegues perceber?
Não consegues ser?

O estômago pesa não pesa?
e a consciência também
dor e desdém

ah... queres ver...

Não....

Não há nada a temer,
amanhã.. sim amanhã..
respirarás o ar fresco do sol nascente
Quem te quer bem, não mente.

domingo, 25 de setembro de 2011

Ser?

Há dias assim...
Olhamos para o futuro, tentamos ser optimistas. A vida sorri-nos e dá-nos uma oportunidade, muitas vezes já não é a primeira. Vamos ver as ferramentas que temos, está tudo do nosso lado.... Menos nós...

Há dias assim...
O que passou passou, não vai voltar. Olhamos fotos antigas, ouvi-mos aquela musica que nos recorda momentos bons. já passou, não vai voltar, não importa o quanto queiras. Mas foi bom, fui eu que o vivi, que o partilhei com pessoas que sentiram o mesmo. Aquela semana.... Nostalgia, saudade... Um sentimento estranho, súbito, imprevisivel percorre-nos a espinha. Pensamos que sim, mas não o compreendemos. quando dás por ela estás sem pregar olho às 6 da matina e não fazes a mínima do que o amanhã traz. Se ao menos pudesse voltar, aproveitar um pouquinho mais, um pouquinho melhor... já passou... não volta...

Há dias assim...
Em que tentamos perceber a nossa vida, tentamos perceber o que, afinal, estamos aqui a fazer... o que fizemos que nos levou a este ponto... Perceber quem somos...


Se, realmente, somos...

sábado, 24 de setembro de 2011

Jogos de verdade, incertezas e consequências

Saber aproveitar,
Não é o mesmo que saber viver.

Saber amar,
Não é o mesmo que saber crescer.

Em tempos acreditava na simplicidade das coisas,
Que para fazer bastava querer,
Que sofrer era não morrer.

Em tempos via um mundo,
Que crescia a olhar em frente,
Que caía, mas consciente.

Hoje, todos os meus olhares,
se repetem perante a incerteza.

outra vez
outra vez
e outra vez....

Tira-me a incerteza, rouba-me a razão...

Estou farto desta merda,
sem cabeça nem coração.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

duvidas, claramente
saberias, o coração nao mente

"Aonde tencionas ir?"
pergunto eu

Sabes aquele sito,
em que o sol se esconde,
o mar acaba

Sabes aquele sitio,
que em ti guardas
o que de sagrado te fala

Quero ir mais longe
Tao longe quanto ele mandar
sozinho nao saberia ir,
é um caminho que se faz a par

Ele nao mente,
Agora sinto

Peço-te,
vê comigo
foge comigo

Não vamos mais voltar...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Dinossauros

"i would say "rawwwr" to you every single day if you want to
podiam ter bebés dinossauro *.*
really ? *.*
really x)
consegues ser tão mais estranho do que eu de uma maneira estupidamente doce."

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

.

es uma merda, um trapo, inútil
nao pertences, nao vences,
nao encaixas, nao ganhas.
és a merda, a erva daninha
o peido de uma doninha,
caca de andorinha
Es um corpo fodido,
carniceiro,
demónio matreiro.

És o lixo do mundo,
um pensamento sem fundo,
caruncho da madeira,
raposa na capoeira.
puta velha maltratada,
toureiro que levou cornada.
Es o caralho enchatado,
um porco enrabado.

és o patrão das trapaceiras,
o mestre das baboseiras

hey tu!
merda ambulante
ve lá se ganhas juízo

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Aparências


És a efemeridade do momento
A felicidade que passou
A dor constante e o tormento
paixão e ódio de quem amou.

És a cura e a peste
a fome e a tortura
Diga merda e conteste
Esta morte que perdura.

És o livro sem páginas
Uma incógnita na equação
o caralho de uma praga
sem tabus nem coração.

És tudo o que mais quero
e de que fujo a sete pés
Por ti ainda espero
que nao sejas aquilo que és.