Olhas-me.
Matas-me.
Tiras-me o ar e pedes que mergulhe.
És o mal, um mal que sabe bem.
Faz pensar, fazes-me pensar.
E no vazio lá de fora perco-me por dias
até te voltar a ver, também tu,
perdida.
O tempo pára mas ninguém percebe.
És tu, eu e um espaço sem espaço,
nosso,
quando o tempo se diz interminável.
Nada mais quero conhecer para além do cheiro do teu pijama,
quando o sol dá lugar à lua
e tudo se resume a esta falta,
de espaço e tempo.
Não, não é, nunca vai ser.
A eternidade não seria suficiente,
amar é querer sempre mais,
até faltar o ar,
e a noite não voltar a ver a luz do dia.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Quarto Crescente
Quem és tu?
Porque estás no meu caminho?
Há uma barreira entre nós, uma falésia
um vale de espinhos intransponível
Ainda assim ousas desafiar-me
levar-me insistentemente à frustração
Quem és tu ó demente de natureza
que nem sabe a diferença entre o sol e lua
entre o sentimento e a vontade escolhes deitar-me ao chão
cuspindo nós de incertezas e lágrimas secas de uma saudade muda
Quem és tu e porque ocupas a minha casa
o meu quarto, a minha cama, os meus lençóis
e ainda me olhas no espelho
como se não soubesses o que procuras
como se não o tivesses encontrado e deixado partir...
Porque estás no meu caminho?
Há uma barreira entre nós, uma falésia
um vale de espinhos intransponível
Ainda assim ousas desafiar-me
levar-me insistentemente à frustração
Quem és tu ó demente de natureza
que nem sabe a diferença entre o sol e lua
entre o sentimento e a vontade escolhes deitar-me ao chão
cuspindo nós de incertezas e lágrimas secas de uma saudade muda
Quem és tu e porque ocupas a minha casa
o meu quarto, a minha cama, os meus lençóis
e ainda me olhas no espelho
como se não soubesses o que procuras
como se não o tivesses encontrado e deixado partir...
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Vais pagar portagem?
Hoje vou-vos falar da crise. A crise económica é o início, um gatilho desbloqueado pronto a despoletar o tiro. A crise leva-nos a olhar a vida de uma forma tímida, envergonhada e conformista. Mas digo-vos mais, a crise está em saber que os sonhos se pagam caro e a estrada tem portagem. A crise está na mentalidade que surge no meio urbano e nos Homens sem sonhos. A crise é a falta de motivação causada pela privação de algo que se só se pode comprar. Tudo tem um preço. O amor de uma família, a raiva do injustiçado. Depressa a segurança do silêncio se torna nos berros de quem nos ama, na tentativa de corrigir um passado manchado por um falhanço que não foi nosso. Depressa reparamos que o sonho que escolhemos tem um preço demasiado alto e a crise, essa, instala-se, apodera-se e manipula como quer. A crise está nos corações desta gente, que deixaram de acreditar que o preço não é importante e que se não há estrada então constrói-se uma. Se me falarem em dinheiro digo que é o maior assassino de Homens, a primeira e a última causa desta estranha crise de saber aproveitar o dia de amanhã. A crise não é coisa nova, começou e vai ficar por cá. Só nos resta lutar e querer mudar para que, enfim, se possa dizer que o pior já passou e que nós, sonhadores, estejamos por cima e ao olhar para trás possamos ver o caminho percorrido, orgulhosos, cheios de nós.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Não existem despedidas
Arrependimentos são águas passadas,
conversas por dizer entre caminhos por escolher.
Já lá vai o tempo.
Já lá vai o que passou e o que não passou.
Ou então não.
Fala, nega!
Prova a maçã,
foge,
corre e segue o vento.
Arrependimentos são chamadas de loucura sã.
Um grito rebelde no meio de um mar de almas por nascer.
Nasce. Renasce.
Morre para viver.
conversas por dizer entre caminhos por escolher.
Já lá vai o tempo.
Já lá vai o que passou e o que não passou.
Ou então não.
Fala, nega!
Prova a maçã,
foge,
corre e segue o vento.
Arrependimentos são chamadas de loucura sã.
Um grito rebelde no meio de um mar de almas por nascer.
Nasce. Renasce.
Morre para viver.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Pautas de viagem
E se o sol falasse?
palavras de calor e conforto
fonte de verdade e luz
tal a beleza que nos seduz
E se a lua te dissesse?
As vezes que tremi por dentro
Ao som do bater do coração
Não me dás nenhuma chance
A não ser mudar as notas da canção.
palavras de calor e conforto
fonte de verdade e luz
tal a beleza que nos seduz
E se a lua te dissesse?
As vezes que tremi por dentro
Ao som do bater do coração
Não me dás nenhuma chance
A não ser mudar as notas da canção.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Meados de Janeiro
Encerra o passado
desta forma de estado
Já é mais do que solidão
Mais um pouco, era prisão
e se ainda duvidas
pára para pensar
dias por vidas
e vidas por amar
já era tempo de acordar
Encerras-te no teu interior
imaginas o que não tento
só de te ver, o tormento
chuvas de amargo dissabor
desta forma de estado
Já é mais do que solidão
Mais um pouco, era prisão
e se ainda duvidas
pára para pensar
dias por vidas
e vidas por amar
já era tempo de acordar
Encerras-te no teu interior
imaginas o que não tento
só de te ver, o tormento
chuvas de amargo dissabor
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Desencontros
Somos duas almas reflectidas num fundo negro. Nunca escrevi sobre ti, é curioso, apesar de seres o espelho daquilo que gostaria de ver quando cruzo o olhar com o horizonte. Sabes bem que isso não chega, por muito que eu quisesse. Não passa disso mesmo, um reflexo, um vislumbre, uma esperança retida nas nuvens que tapam o pôr do sol. Mas nada importa, está tudo bem assim.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Inverno
Sinto-me sem direito a nada, percorro-me a tempo inteiro e não me encontro, talvez efeitos secundários do mistério que é viver. Chego, levanto a música, esqueço-me por instantes. A única anestesia que o Universo nos deixou, na minha opinião. O resto é efémero, tudo o é e será. Não levantes o lençol, está frio lá fora. Tenho medo de sair à rua.
Ssshhhh...
Acorda...
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
God Grew Tired of Us
"I feel like shit, i feel greed, i feel egoism, I can't say how i feel, i'm so selfish, These guys had nothing, only pain. no food, no water. jeez. we're nothing! these guys... i don't believe in god, but now i believe in people. I use to say that i hate people, but damn; these are the real human beings. They are big, so big that god is like an ant at their feet. So watch this, show it to your friends, your familly, and do something about it. Who are we anyway? Make your life worthwhile." - O meu comentário ao trailer, no youtube.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
[...] Beauty
Sentas-te, esperas, colhes
Carregas a esperança, escondida
as desilusões bem perto das memórias
o amor, esquecido, na palma das mãos
Sentas-te, olhas-me, julgas
"Não há nada pior que ser comum"
Quem espera nem sempre alcança.
É só a ideia de ser mais um.
Sorri-te a vida, maliciosa.
Por ironia, vá se lá saber
Sonhos que um dia esqueceste,
Tal o dia que te roubou o ser.
Carregas a esperança, escondida
as desilusões bem perto das memórias
o amor, esquecido, na palma das mãos
Sentas-te, olhas-me, julgas
"Não há nada pior que ser comum"
Quem espera nem sempre alcança.
É só a ideia de ser mais um.
Sorri-te a vida, maliciosa.
Por ironia, vá se lá saber
Sonhos que um dia esqueceste,
Tal o dia que te roubou o ser.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Porque me escondes o mundo debaixo do tapete?
Prendes-me com esse sorriso falso
passo a passo, caminhando em direcção a ti
descalço
Prendes-me com o medo
não posso olhar para trás
Prometes-me um segredo
E exiges tudo!
Dizes "Acredita",
tirando-me a fé
Dizes "Ama",
mas apagas a chama
Recluso da minha própria alma,
é assim que me sinto.
passo a passo, caminhando em direcção a ti
descalço
Prendes-me com o medo
não posso olhar para trás
Prometes-me um segredo
E exiges tudo!
Dizes "Acredita",
tirando-me a fé
Dizes "Ama",
mas apagas a chama
Recluso da minha própria alma,
é assim que me sinto.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Ruins
Why make us feel?
Tearing hearts appart
Believing that it's real
Watching love becoming fear
A long time ago
An illusion came to me
Early it was too late
Watched love becoming hate
Sadly you look inside yourself
Remembering times you were not alone
Funny thoughts indeed
Watching love becoming greed
So you're the one
The smile i was searching for
It feels like a dope
Watching love becoming hope
Here we are now
Gathering all the pieces
If your heart fell appart
Hold my hand and stay
Watch love becoming art
Tearing hearts appart
Believing that it's real
Watching love becoming fear
A long time ago
An illusion came to me
Early it was too late
Watched love becoming hate
Sadly you look inside yourself
Remembering times you were not alone
Funny thoughts indeed
Watching love becoming greed
So you're the one
The smile i was searching for
It feels like a dope
Watching love becoming hope
Here we are now
Gathering all the pieces
If your heart fell appart
Hold my hand and stay
Watch love becoming art
domingo, 15 de janeiro de 2012
Estranhos
"Acima de tudo, humilde e cruelmente realista, consegues tocar-me com toda a energia das tuas pequenas revoltas pessoais, com todas as razões e vivências que as acompanham. aos meus olhos, isso muda completamente a maneira como te vejo. sabe-lo bem. tens aquele trejeito, um requinte de malvadez que aumenta exponencialmente acompanhando a tua imaginação e não duvido que isso te faça voar até bastante longe. tens quedas a pique e momentos de loucura que só provam que és muito mais coração do que aguentas; arriscar-me-ia a dizer que tens muito mais coração do que qualquer um aguenta, mesmo... e isso é mais uma das coisas que me faz querer manter-me por perto. no fundo, compreendemo-nos e isso acaba por ser importante, tanto para mim como para ti. consegues confundir-te sempre mais com todos os teus pensamentos e reflexões mirabolantes e depois suprimir tudo isso, como quem apaga um cigarro esmagando-o com o sapato. no fundo, és bem mais forte do que tu pensas, porque tu nunca navegaste, mas já andaste a boiar pelas ondas sem saber muito bem para onde ir, aguentaste a volta da maré, sem cair, sem fraquejar. mascaras-te com alegrias efémeras mesmo nos dias cinzentos e continuas a andar quando o cansaço te parte as pernas; nem vou falar em armadilhas. tens o discernimento para fazer tudo o que desejas sem pensar nas consequências, és teimoso e não permites que nuvem nenhuma te tolde o raciocínio. procuras a lógica por trás das coisas, mas já te apercebeste de que é impossível. odeias pessoas. gostas da noite, amas a música. não o tenho por certo, mas julgo que aprecias a teatralidade subtil por trás de algumas acções e tens o bicho do observador. és capaz de enfardar quantidades insuportáveis de milka. amas os teus com quanto tens e muitas vezes sentes que são tudo. deixas-te levar pelo que mais te cativa; contudo, sabes parar, embora nem sempre isso seja o suficiente. magoas-te. levantas-te, ferido e continuas. chama-se coragem. tens todos os sonhos do mundo compreendidos entre caracóis e palavras esquisitas e um humor de cão. should I give up or should I just keep chasing pavements? és o meu estranho favorito ."
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Repito
Fiz bem,
fiz mal,
para mim é tudo igual.
Se soubesse o que ando a fazer
fazia um universo de todo o meu querer
Mas isso não chega:
Especulações,
Partem corações.
Fiz bem,
fiz mal,
vim parar a um mundo igual.
fiz mal,
para mim é tudo igual.
Se soubesse o que ando a fazer
fazia um universo de todo o meu querer
Mas isso não chega:
Especulações,
Partem corações.
Fiz bem,
fiz mal,
vim parar a um mundo igual.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Jazz
Doces notas
levem o que sinto
prejudicial ao mundo
enterro-me bem fundo
A quem encontrar o que escrevo
não faça como eu
quem amou assim
deu o mundo e perdeu
A vida é fodida
como uma canção perdida
para quem não ouviu
é só uma peça ardida
Para sempre,
Serás o sempre.
levem o que sinto
prejudicial ao mundo
enterro-me bem fundo
A quem encontrar o que escrevo
não faça como eu
quem amou assim
deu o mundo e perdeu
A vida é fodida
como uma canção perdida
para quem não ouviu
é só uma peça ardida
Para sempre,
Serás o sempre.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Fantasma do Natal passado
Ouves a chuva?
Está tudo tão calmo lá fora
Shhh, respira..
cada luta leva o seu tempo
amanha terás a tua
hoje, ouve a chuva.
A harmonia da gota de água
perseguida pelo vento,
em tudo se torna mágica
se o que sentires vier de dentro.
Sei que os trovões assustam,
mas não tenhas medo
São a percussão de uma vida,
uma batalha por ganhar,
um novo modo de ver
o que ainda tens para dar.
Está tudo tão calmo lá fora
Shhh, respira..
cada luta leva o seu tempo
amanha terás a tua
hoje, ouve a chuva.
A harmonia da gota de água
perseguida pelo vento,
em tudo se torna mágica
se o que sentires vier de dentro.
Sei que os trovões assustam,
mas não tenhas medo
São a percussão de uma vida,
uma batalha por ganhar,
um novo modo de ver
o que ainda tens para dar.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
make a move
A verdade é que não a sei
hoje o tempo
amanha acordei
quero respostas
quero uma certeza
fora desta pobreza
de pura cobardia
cobardia de ser quem sou
cobardia de fugir de quem podia ser
cobardia de observar
sem renegar
cada dia que passa
sento-me na margem
nao tenho colete salva-vida
acobardo-me nas ondas
fujo da neblina
sentei-me na margem e fiquei,
afoguei-me à beira-rio.
hoje o tempo
amanha acordei
quero respostas
quero uma certeza
fora desta pobreza
de pura cobardia
cobardia de ser quem sou
cobardia de fugir de quem podia ser
cobardia de observar
sem renegar
cada dia que passa
sento-me na margem
nao tenho colete salva-vida
acobardo-me nas ondas
fujo da neblina
sentei-me na margem e fiquei,
afoguei-me à beira-rio.
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